O município de Barra do Bugres foi criado pela Lei Estadual nº 545, de 31 de dezembro de 1943, foi instituída no dia 19 de abril de 1944, data que se comemora o seu aniversário.
Ocupa posição de destaque no Estado de Mato Grosso, com tecnologia de ponta no cultivo da cana-de-açúcar e produção de álcool, pecuária com rebanho bovino de alta qualidade, pólo educacional e um grande potencial turístico.
Classificado no Nível 4: Região Oeste 1, juntamente com Tangará da Serra, Campo Novo dos Parecis, Nova Olímpia, Denise e Santo Afonso.
Sub-centro da Região Oeste 1, cujo centro regional é Tangará da Serra
Coordenadas 15º 03’40” latitude Sul e 56º 11’10” longitude 0º Gr.
Situa-se a NNO da Capital, dela distando 155 Km e 137 via aérea.
(*Digite no google: Barra do Bugres,MT e faça uma pesquisa)
NORTE: Nova Olímpia, Tangará da Serra e Denise
OESTE: Pontes de Lacerda
LESTE: Alto Paraguai, Rosário Oeste e Porto Estrela
SUL: Rio Branco, Salto do Céu, Jauru, Araputanga, Reserva do Cabaçal, Lambari D’Oeste.
Principais Vias de Acesso
MT 344 – Barra do Bugres – Assari- Denise- Arenápolis – Nortelândia
MT 246 – Barra do Bugres – Jangada
MT 358 – Assari – Tangará da Serra
MT 343 – Barra do Bugres – Porto Estrela – Cáceres (não pavimentada)
MT 247 – Barra do Bugres – Lambari D’Oeste (não pavimentada)
Aspectos Climáticos
Clima tropical quente e sub-úmido com precipitação média anual em torno de 1.800 mm, com maiores concentrações em dezembro, fevereiro, março e as menores de junho a setembro.
Os meses mais quentes vão de setembro a março e os mais frios de abril a agosto.
Topografia
O relevo caracterizado por possuir grandes extensões de planícies, às vezes levemente onduladas.
Solos
Ocorre na região vários tipos de solos, dentre os quais citam-se areias quartzosas, latossolos e combissolos.
De um modo geral são de baixa a média fertilidade, apresentando acidez moderada e teores razoáveis de alumínio trocável, de 50 a 60% de nossos solos são de textura 03 sendo mínima de 5% solos de textura 01.
O solo é propício ao cultivo de culturas perenes (seringueiras, fruticultura de clima tropical em geral) e pastagem, na sua grande maioria é mecanizável e apresenta facilidade para irrigação devido à riqueza hídrica do município.
Vegetação
O município apresenta uma situação bastante interessante. Com alternância dos seus vários domínios, ou seja, cerrados, matas tropicais dos cocais, dos campos cerrados e das matas de transição.
A vegetação predominante é de mata (em torno de 60%) seguida pelos campos cerrados (30%); cerrados (10%), sendo que as matas mesofíticas aparecem em terra firme e terrenos periodicamente inundados.
Aproximadamente 50% da área do Município está aberta.
Hidrografia
O município é rico em nascentes, córregos, e rios, todos piscosos. Destacam-se:
Rio Paraguai, Rio Sepotuba, Rio Branco, Vermelhinho, Bracinho, Bugres, Jauquara, Juba, Queimado e Rio do Sangue,
Somente o Rio Juba apresenta potencial hidroelétrico.
Bacia Hidrográfica
Grande Bacia do Prata: Bacia do Paraguai. O Paraguai recebe pela direita os Rios Bugres (confluência), Branco, Sepotuba e Jaurú e pela esquerda Jauquara.
Economia
A economia do município sempre teve como base à monocultura da cana-de-açúcar, com mais de 37 mil hectares de cana plantados, que abastece duas grandes usinas produtoras de álcool e açúcar da região, a Barralcool e a Itamarati. Entretanto nos últimos anos aconteceu o desenvolvimento da cadeia produtiva da agropecuária com a implantação de frigoríficos, curtume, laticínio e fábricas de ração; criação de novas indústrias moveleiras e de cerâmica. O comércio que se fortalece, com instalação de novas empresas de diversos ramos de negócio.
Comércio
O comércio é médio porte e variado, possui padarias, bazares, lojas de calçados, tecidos e roupas feitas, supermercados, restaurantes, hotéis, distribuidores de bebidas, casa de materiais de construções, bares, lanchonetes, armazéns, livrarias, açougues, farmácias, casa de discos, locadoras de fitas de vídeo, postos de gasolina, escritórios de contabilidade, cartórios, bancos, selarias dentre outros. Contamos também com quatro casas de produtos agropecuários, diversos salões de beleza e casas de móveis e eletrodomésticos.
Indústrias
Barra é bem desenvolvida neste setor, contando com serrarias, máquinas de beneficiamento de arroz, marcenarias onde se fabricam móveis e carrocerias, gráfica, metalúrgica, serralharias, indústria de cerâmica (tijolos, lajotas e telhas), Usina de álcool e açúcar, alambique. Contamos também com micro empresas (fundo de quintal) de sacolas plásticas, biscoitos, cortinas, velas, fumo, iogurte, farinheira e ração.
Principais indústrias:
Usina Barralcool, Indústria de Ração Animal, Indústria de Madeira, Indústria Moveleira, Tarumã Artefatos de Cimento.
Usina Barralcool*
A Usina foi constituída em setembro de 1980 por empresários de Barra do Bugres - MT, que acreditaram no setor da produção de álcool, uma perspectiva para geração de divisas e empregos para o município.
A primeira safra foi realizada em 1983 com a capacidade instalada de produção de 180.000 litros de álcool/dia, com a moagem total de 35.000 toneladas de cana-de-açúcar, produzindo no período 2.465.800 litros de álcool hidratado. Em 1994 iniciou-se a produção de açúcar cristal.
A área agrícola é de 30.000 hectares, formados por plantações de cana-de-açúcar para corte, viveiros de experimentação de novas variedades e áreas de rotação de culturas onde é utilizada adubação verde e soja.
A capacidade instalada do parque industrial para a moagem é de 14.000 toneladas de cana-de-açúcar por dia, cujos processos contam com 80% de automação.
Principais produtos: Álcool, açúcar, biodiesel, energia e resíduos de cana
*Informações: http://www.barralcool.com.br/
Extrativismo
Barra do Bugres se destaca com a extração de madeira de lei. Graças às suas frondosas e ricas florestas, o Cedro, a Peroba, o Jatobá, o Ipê roxo e amarelo, o Angelim, a Morcegueira, a garapeira, entre outras.
Sustenta o setor madereiro garantindo as construções e fornecendo emprego.
Aspectos Agropecuários
A criação e comércio de gado estão muito desenvolvidos, com criação de animais de corte, cria recria e leiteiro.
OBSERVAÇÃO: Suinocultura e Avicultura são criações de subsistência.
Pastagem: 30% é natural.
Produção: .Cana de açúcar, Arroz, Milho, Banana, Coco da Bahia, Seringueira
Pólo Universitário
Campus Universitário Renê Barbour, da Universidade do Estado de Mato Grosso, (Unemat) ofertando 5 cursos regulares: Arquitetura Rural e Urbana, Engenharia da Produção Agroindustrial, Engenharia de Alimentos, Ciências da Computação e Matemática. Possui também uma turma especial de Direito e ainda conta com o Projeto 3º Grau Indígena – Primeiro da América Latina: Formação Superior de Professores Indígenas.
Em convênio entre Prefeitura Municipal e Universidade Federal de Mato Grosso, é oferecido o Curso de Licenciatura Plena em Educação Infantil (Nead);
A Universidade de Cuiabá (Unic) estabeleceu um convênio com a Prefeitura, onde oferece os cursos de Administração e Ciências Contábeis.
Saúde
Barra desenvolve vários programas de prevenção e controle de endemias. Além de ter clínicas e laboratórios particulares, conta com o Hospital Municipal Roosevelt Figueiredo Lira, que possui uma grande estrutura sendo referência regional no atendimento do Consorcio Intermunicipal de Saúde.
Aspectos Sócio-espaciais
Área urbanizada: 6,8% ou 628ha - densidade urbana aproximadamente 34 hab/ha
Taxa de crescimento populacional: Década de 1990 - 4,3 %
Cidade - na margem direita do Rio Bugres - cortada pela rodovia MT-246, dividida em duas partes distintas: a leste e a oeste.
Rodovia MT- 246: grande elemento estruturador do espaço urbano - divisor territorial.
Crescimento populacional intenso nas décadas de 1960 e 1970 - intensificou a expansão da zona urbanizada.
Segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), conta com uma população estimada de 32 mil habitantes, com uma densidade demográfica de aproximadamente 3,83 habitantes/km2 e uma taxa de crescimento anual de 3,5%. Cerca de 22 mil habitantes residem na área urbana e o restante na área rural.
Etnias
O Povo Umutina (Nome dado por outros povos indígenas, que significa indío branco - visto o Umutina possuir hábitos diferentes de outros povos do Mato Grosso, que habitavam no cerrado) tem sua aldeia a 12 km da cidade de Barra do Bugres. O território Indígena fica entre o Rio Bugres e Paraguai, onde também se fixaram outros povos indígenas.
A formação étnica do processo de colonização teve início a partir da estadia de Rondon na região em 1.912, quando surgiu o processo de (Serviço de Proteção ao Índio (SPI).
Devido a uma epidemia de sarampo, tuberculose, e pneumonia restaram poucos índios Umutinas. O SPI decidiu fazer a colonização com outras tribos para assegurar a área da reserva demarcada.
Rondon fez história em Barra do Bugres, por sua determinação foram proibidas as hostilidades aos povos indígenas, atitudes que se estendeu por dezenas de anos. Através do SPI, foi fundado o 1º posto indígena na região Humaitá.
Grupos – Parecis: Umutinas, Bakairi, Nhambiquara, Bororo,Cayaby, Irantexe e Barbados.
Aspectos Urbanos
Composta dos seguintes bairros :
1- Bairro Maracanã: Composto de uma serie de loteamentos, tais como:Maracanã, Jardim América, Jardim Aripuanã, Vila Alves, Vila São Geraldo, Jardim 13 de Maio, Jardim Alvorecer, Jardim Terra Nova, entre outros.
2- Bairro São Raimundo
3- Bairro Cidade Alta, dividido em 10 loteamentos: Jardim Alvorada, Cohab São Raimundo, Vila Santa Cruz , Vila Rondon, Vila Nova, Cidade Alta, Jardim Elite, São Francisco, Jardim independência e São Sebastião
4- Bairro nova Esperança
5- Bairro Beira Rio
Eventos Tradicionais
A partir de 1889, Santa Cruz passou a ser padroeira do município, comemorado no dia 14 de setembro, porém, conforme as festividades anteriores, as comemorações realizadas pelo Centro de Tradições Mato-Grossense de Barra do Bugres passaram, a partir de 1991, a serem realizadas nos períodos próximos ao dia 3 de maio.
Tendo em vista o grande potencial pesqueiro e turístico, a Prefeitura Municipal de Barra do Bugres, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, realiza o Festival Regional de Pesca (Fest Bugres ).
O evento é realizado desde 1995 no Rio Paraguai como ponto alto da comemoração das Festividades do Aniversário do Município. É um festival que possui regulamento adequado às leis ambientais, estaduais e federais, visto que todos os peixes capturados durante o festival são devolvidos ao rio, como prática da pesca esportiva.
Cada vez mais o festival recebe competidores de outros estados, aumentando assim o número de embarcações. Paralelo ao Fest Bugres, acontece ainda outras atividades culturais e sócio-ambientais, com o objetivo de fornecer à população entretenimento, conhecimento da cultura local e a necessidade de preservação e valorização cultural e ambiental.
Faz parte da programação do Fest Bugres a realização do Fest Mirim de Barranco, festival de pesca destinado à criança, realizado as margens do Rio Paraguai.
Exposição Agropecuária de Barra do Bugres e Festa do Peão: Realizadas nas primeiras semanas de agosto, no Parque de Exposição Renê Barbour, é organizado pelo Sindicato dos Produtores Rurais.
Gastronomia típica
Bananão com carne, paçoca de pilão, farofa de banana, peixes de rio, assado, feito ao molho, frito, mas o mais típico é a Peraputanga sem espinha, Cachara na brasa e mungica de Pintado.
Peixes
Pacu, Pintado, Cachara, Surubim, Piau, Peraputanga, Dourado, Jeripoca
Cultura:
Música e Dança
Devido as tradições Matogrossenses, o Cururu, o Siriri e a Dança de São Gonçalo são um das manifestações culturais mais presentes nas festas tradicionais de Barra do Bugres.
Cururu: Numa roda de violeiros, com suas violas de cocho, o mestre cururueiro, que é o chefe da “cantoria”, entra na roda, faz a saudação, que deve obedecer a uma ordem: saudação ao santo festejado, ao dono da casa e festeiros. Depois, sempre em versos improvisados, pede licença para fazer parte da cantoria ou função, sempre com humildade e enaltecendo os demais companheiros.
O cantador de cururu canta a natureza, os pássaros, sem esquecer a moreninha.
Instrumentos utilizados: Viola de cocho, instrumento rústico, feito artesanalmente. A escavação da madeira deve ser leve e resistente. O Ganzá
Siriri: Uma dança cujas origens remontam aos primeiros séculos da colonização do Brasil. Caracteriza-se por um ritmo bem marcado e acompanhado de música com versos simples, geralmente voltado para a natureza, a cultura regional e a religião.
Há variedades na execução de um bom Siriri. Os músicos podem permanecer parados, comandando a dança com os seus instrumentos ou podem também integrar o grupo que dança. O importante é que os músicos devem dançar primeiro os versos, que são então repetidos pelo grupo de dançadores.
Dança de São Gonçalo: Em pé, homens, mulheres, jovens e idosos, um ou mais instrumentos de cordas acompanhados por instrumentos de percussão para identificação do ritmo, forma-se uma roda de São Gonçalo.
Normalmente se encontram s vizinhos em uma da casa anfitriã. Reúnem-se em prol da devoção à São Gonçalo. O dono-da-casa prepara o altar – seu oratório, típico das casas sertanejas. Prepara um guaraná e até a tradicional aguardente.
Todos se reúnem em roda, cantando e batendo palmas animadamente o São Gonçalo segue muitas horas.
CTM – Centro de Tradições Mato-Grossense
O Centro de Tradições Mato-grossense (CTM), iniciado em 1991 e oficializado em 1994 com a aprovação do seu estatuto, tem como principais objetivos, preservação e organização da Tradicional Festa de Santa Cruz, que mantém as comemorações festivas tradicionais de folclore da Viola de Cocho, Mastro, Cururu, Siriri e dança do São Gonçalo
Alessandra Ribeiro de Carvalho
Turismóloga
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